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24/04/2007 16:35:52 - Acisbec
Região Avança em competitividade
Grande ABC aposta em programas de cooperação entre empresas, uma tendência mundial.
O grande ABC avança aos poucos em uma tendência mundial: de fortalecimento da competitividade econômica regional por meio de programas de APLs (Arranjos Produtivos
Locais) - que são grupos de empresas de um segmento que interagem entre si e em parceria com instituições de apoio, entre elas institutos de pesquisa e universidades.
A tendência é apontada em um novo estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que analisa e discute as transformações e dilemas das regiões metropolitanas em todo o mundo.
A OCDE observa que, com a globalização, essas regiões têm se transformado, de antigos centros industriais, pra pólos de múltiplas atividades econômicas, baseadas em trabalho altamente qualificado e em capacidade inovadora.
Esses locais já têm algumas vantagens competitivas, como a facilidade de acesso das empresas à força de trabalho, rede de fornecedores e institutos de pesquisas; e redução de custos devido à concentração de atividades em um espaço geográfico.
Ao mesmo tempo em que gera benefícios, a abertura a mercados internacionais introduz ameaças, por conta, por exemplo, do aumento da concorrência com os produtos importados.Essas regiões enfrentam ainda problemas próprios da urbanidade, como o tempo elevado de locomoção e o desemprego.
O estudo observa ainda que as regiões metropolitanas precisam de estratégias para contribuir para o crescimento nacional e para lidar com os problemas da urbanização.Um dos temas contemplados nessas estratégias é o encorajamento de formação de APLs, com foco na inovação.
A automação das autoridades para fomentar o desenvolvimento dos APLs é essencial, observa o economista chefe do Iedi (Instituto para Estudos para Desenvolvimento Industrial),Edgar Pereira.
Para o pró-reitor de extensão da UFABC (Universidade Federal do ABC), Jeroen Klink, a criação de entidades como a Agência de Desenvolvimento do Grande ABC - que atualmente encabeça projetos de desenvolvimento de arranjos produtivos dos setores metal-mecânico, de ferramentaria e do plástico - foi um primeiro passo nesse sentido."Agora chegou a hora de encarar os desafios da globalização a partir de um sistema regional de inovação, com a ajuda das instituições de ensino superior", afirma.
Desafios e Vantagens Econômicas das Regiões Metropolitanas
Em grandes centros urbanos, há vantagens "naturais":
Acessibilidade: em função da concentração de população e atividade econômica, as interligações de transporte entre as cidades são em geral melhores do que no restante do país.
Com isso, as empresas têm facilidade de acesso a recursos cujo proximidade é essencial:força de trabalho, rede de fornecedores e institutos de pesquisa.
Divisão do trabalho e concorrência: o tamanho dos mercados urbanos de trabalho e multiplicidade de empresas
permitem especialização e concorrência. Com isso, as empresas são desafiadas a diferenciar seus produtos e elevar a qualidade, originando demanda por inovação.
Externalidades Positivas: Maior interação entre as empresas, centros de pesquisas e educação, autoridades públicas e outros.
Capital físico e social: Investimento em propriedades comerciais e residenciais, além de multiplicidade de comunidades locais e organizações civis.
Há também problemas crescentes:
Perda de produtividade devido ao tempo elevado de locomoção;
Gastos com saúde devido a problemas ambientais;
Elevado número de pessoas sem trabalho e problemas decorrentes de ciclo vicioso da exclusão social (desemprego, dependência, crime e violência.)
Locais abandonados em antigas áreas industriais.
Desafios Para Elevar a Competitividade Das Regiões Metropolitanas:
Os APLs (Arranjos produtivos locais, ou seja, conjunto de empresas de um segmento que interagem entre si e com entidades públicas e privadas) contribuem para a competitividade das regiões metropolitanas, principalmente à medida que envolvem, além de empresas, instituições de suporte, como institutos de suporte, como institutos de pesquisa e universidades.
Nos APLs (também conhecidos como clusters), essa integração possibilita a inovação tecnológica,
criação de conhecimento, aprendizado e difusão.
Políticas atuais de desenvolvimento dos APLs pelo mundo priorizam integração de agentes locais e desenvolvimento do capital social.
A identificação de nichos de excelência e competitividade deve ser o primeiro passo para definir e formular a política de desenvolvimento dos APLs.
Áreas metropolitanas inovadoras economicamente e bem-sucedidas na construção de redes e APLs apresentam forte articulação entre empresas, instituições econômicas, universidades e centros de estudo e pesquisa avançada.
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