Notícias > Núcleo Jovem Empreendedor
Clique aqui e visite o Portal do Núcleo Jovem Empreendedor da ACISBEC.
16/04/2008 12:26:47 - Instituto Empreender Endeavor
Nossos negócios na crise global.
O mercado financeiro mundial passa por momentos de turbulência. O recente colapso no setor imobiliário americano trouxe algumas preocupações para o rumo da economia de países emergentes, como o Brasil. Mas até que ponto essa crise pode afetar o empreendedorismo brasileiro?
A instabilidade financeira de um das maiores potências econômicas do mundo faz com que o mercado global se retraia e opere com uma maior volatilidade. Os países que exportam seus produtos para os Estados Unidos costumam sentir nos bolsos a força dessa agitação – e os americanos são parceiros comerciais de fundamental importância para o Brasil. A economia brasileira, no entanto, tem sofrido menos com a tensão financeira nos Estados Unidos do que em outros tempos.
De acordo com o professor de economia do Ibmec São Paulo, Nuno de Almeida, por enquanto, os empreendedores brasileiros com pequenos e médios negócios não serão afetados – com exceção de empresas ligadas ao mercado de commodities. “O Brasil apresenta uma resistência maior em relação a crises externas, principalmente por conta do alto nível de reservas”, diz Almeida. Mesmo assim, é bom ficar atento ao movimento do mercado financeiro global. “Se a instabilidade norte-americana continuar a crescer nos próximos 3 meses, o Brasil não conseguirá se resguardar, pois o mundo inteiro será afetado”, alerta.
Apesar de a economia brasileira estar fortalecida e o cenário ser favorável ao empreendedorismo, fique no alerta se sua empresa planeja abrir capital na bolsa. “O mercado está muito seletivo, os bancos lá fora continuam com problemas, e também não podemos negar que os próprios fundos internacionais estão mais conservadores”, lembra Almeida. “Seria muito arriscado fazer um IPO nesse cenário”, completa.
Entenda a crise.
O estopim aconteceu no início do ano quando houve retração no mercado hipotecário subprime (com risco de inadimplência) dos Estados Unidos. Na tentativa de evitar uma restrição do crédito, diversos bancos centrais injetaram bilhões de dólares no mercado financeiro. Além disso, fundos que tinham papéis do mercado subprime tiveram que se desfazer de ativos de outros setores para compensar as perdas. Com menos dinheiro nos bancos, o presidente americano George Bush anunciou uma redução nos juros de 2,25 pontos percentuais. Porém, o mercado norte-americano não reagiu como o esperado e entrou em um ciclo vicioso: empréstimos com baixas taxas e alto risco de inadimplência contribuíram para a desaceleração da economia do país. Sem dinheiro, a demanda interna diminui e os países que exportam ou investem no país perdem mercado.
Capa | Imprimir | Topo
|
 |
|