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Juro alto desestimula economia, diz Afif

O estímulo à atividade produtiva no País tem de passar, necessariamente, pela redução nas taxas de juros. A opinião é do presidente nacional do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que, até o ano passado, ocupou o cargo de ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Na opinião dele, as tarifas elevadas afastam o empresário da atividade produtiva, já que passa a ser mais vantajoso aplicar os recursos no mercado financeiro.

Desde julho de 2015, a taxa básica de juros (Selic) está fixada em 14,25% ao ano. A taxa básica real de juros, que desconta a inflação, está girando em torno de 6% ao ano, o que coloca o Brasil entre os primeiros colocados no ranking mundial. “Na Europa, a maioria dos países está entrando em juro zero ou juro negativo para poder estimular a economia. Estamos seguindo no sentido contrário”, comenta Afif.

 “Quando se faz as contas, percebe-se que compensa mais deixar o dinheiro parado no banco”, afirma o presidente do Sebrae, que já foi vice-governador de São Paulo entre 2011 e 2014. Por exemplo: uma aplicação no Tesouro Direto indexada à inflação oferece rentabilidade líquida, após taxas e Imposto de Renda, de 14,8% ao ano. Enquanto isso, o investimento em produção traz riscos, especialmente em épocas de desaquecimento da atividade econômica. Isso porque, em razão da baixa demanda, o retorno pode ser abaixo do esperado.

Para o cliente final, os juros altos também são prejudiciais. Isso porque o crédito se torna mais caro. Esse fator, somado à queda na renda da população, faz com que os bancos se retraiam para evitar risco de inadimplência. Dessa maneira, as instituições passam a ser mais rigorosas na aprovação financiamentos e outras operações. “Os bancos estão trancados, pois só dão prata a quem tem ouro.”

Por outro lado, Afif reconhece que a redução dos juros é um processo complexo, principalmente em razão de o País estar com a inflação em níveis elevados. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do Brasil, fechou o período de 12 meses encerrado em maio com acumulado de 9,32%. A meta do Banco Central é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. “Porém, a inflação deve ser combatida em cima do deficit público. Quando há esse equilíbrio nas contas públicas, deixa de haver pressão inflacionária. É aí o momento de se reduzir os juros”, acrescenta. “A nossa inflação não é de demanda”, conclui.

Fonte: Diário do Grande ABC




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